4. Agentes Extintores de Incêndio

Agentes Extintores de Incêndio

São denominados agentes extintores de incêndio quaisquer produtos utilizados na extinção de princípios (até 1,0 m3 de fogo), pequenos (de 1,0 a 10,0 m3 de fogo), médios (de 10,0 a 100,0 m3 de fogo) e grandes incêndios (mais de 100,0 m3 de fogo).
Os agentes extintores de incêndio na prática são armazenados e utilizados por equipamentos e instalações de combate a incêndio, ou seja: unidades extintoras (extintores) ou carretas; unidades estacionárias; viaturas e engenhos de combate a incêndio; e, instalações fixas automáticas ou sob comando de combate a incêndio.

Agentes extintores à base de água – a água é a substância mais difundida na natureza, pois ¾ de nosso planeta e constituído de água salgada e doce. É o agente extintor de incêndio mais antigo e utilizado. Extinguimos os incêndios pelos métodos de resfriamento, abafamento, emulsificação e diluição. Empregamos também a água para extinguir incêndio: como água molhada; borrifo de água; névoa de água; e, vapor de água.

Espuma – a rigor a espuma seria mais uma das formas de aplicação de água, pois ela é constituída por um aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO2) formadas de películas de água. A espuma como agente extintor extingue o incêndio pelo método de abafamento.
Espuma Mecânica – pelo batimento (LGE – líquido gerador de espuma mecânica) e produção de uma película formada de espuma aquosa (AFFF ou Aqueous Film Forming Foam), para combustíveis líquidos polares e uma película formada de (LGE) espuma aquosa (FFFP ou Film Forming Fluor Protein Foam), para combustíveis líquidos apolares e fluxo carregado (à base de água aditivada com sal de metal de álcali como redutor de ponto de congelamento).
Os extintores portáteis do tipo AFFF e FFFP são indicados para uso em incêndios que envolvam líquidos inflamáveis polares e/ou apolares, devido a habilidade do agente extintor flutuar e selar/ocupar a superfície líquida do combustível inflamável, impossibilitando a entrada do O2 e consequentemente a reignição. Extintores portáteis de espuma mecânica não são satisfatórios para o uso onde a temperatura estiver abaixo do ponto de congelamento, o que raramente pode acontecer em nosso país.
Espuma Química – devido ao fato de as espumas mecânicas serem mais econômicas e mais fáceis de serem utilizadas na proteção e combate ao fogo, a espuma química é considerada hoje com obsoleta. A espuma química é obtida pela reação química entre as soluções aquosas de um sal alcalino, normalmente o bicarbonato de sódio (solução A) e um sal ácido, normalmente o sulfato de alumínio (solução B). Atualmente o principal emprego desta espuma é em unidades extintoras portáteis e carretas.

Dióxido de Carbono, CO2 ou Gás Carbono – vem sendo utilizado há muitos anos para extinção de incêndios em líquidos inflamáveis, gases e em equipamentos elétricos energizados. O gás carbono deve ser usado para extinção de incêndios especiais, onde é exigido um meio extintor não condutor de eletricidade ou que não deixe resíduo, ou que não tenha ação prejudicial sobre o equipamento elétrico/eletrônico ou sobre o pessoal.
O agente CO2 é recomendado para combater incêndios de Classe B – líquidos ou gases inflamáveis e incêndios de Classe C – combustíveis energizados/elétricos. Vantajoso, também, para proteção em áreas onde se processa comida, laboratórios e áreas de impressão. Não devem ser usados ao ar livre ou em áreas com correntes de ar, visto que o agente se dissipará rapidamente.

Substância química seca – O pó químico seco multiuso (á base de fosfato de amônia, bicarbonato de sódio e bicarbonato de potássio) é indicado para o uso em incêndios de Classe A – sólidos e fibrosos em geral, de Classe B – líquidos ou gases inflamáveis e de Classe C – combustíveis energizados/elétricos. O cloreto de sódio ou pó seco à base de cobre é muito utilizado em incêndios que envolvam metais combustíveis.

Substância química úmida – São agentes extintores à base de ácido cítrico ou lácteo que transformam o óleo de cozinha em uma substância saponácea, abafando o incêndio. São aplicados em sistemas de supressão de incêndio em cozinhas e em locais onde existam óleo de cozinha, gorduras e graxa.

Halogenados – Os agentes extintores halogenados são hidrocarbonetos que tiveram um ou mais átomos de hidrogênio substituídos por ótomos halógenos. Os halógenos mais comuns são: flúor, cloro, bromo e iodo. Não deixam resíduos após seu uso. Na prevenção de incêndio, a maior utilização dos hallons é na área de equipamentos elétricos/eletrônicos, motores de navios, motores de aviões, aeronaves, locais onde por motivos de difícil acesso e limpeza não são desejados resíduos após o uso do agente extintor. Os extintores portáteis de hallon 1211 são listados para incêndios de Classe A e B, comprovadamente são mais eficientes que os de CO2 para combate a incêndios de Classe C – combustíveis energizados/elétricos, porque têm um alcance maior (distância) e requerem uma menor concentração do agente extintor. Os de hallon 1301, por sua vez são utilizados na extinção de incêndios em superfície como os dos líquidos inflamáveis de Classe B e na maioria dos incêndios em combustíveis sólidos de Classe A, tão efetivos quanto os de CO2.
Importante: O hallon 1211 e o hallon 1301 estão incluídos como substâncias que agridem a natureza, agride a camada de ozônio, pelo Protocolo de Montreal, assinado em 16 de setembro de 1987. Como resultado, o seu uso é restrito na maioria dos países.

Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: