5. Classificação dos Incêndios

Classificação dos Incêndios

             Para facilitar os estudos de prevenção e combate a incêndios, adotamos a existência de quatro classes de incêndio: A, B, C e D.

             Incêndios de Classe A

             Os incêndios de Classe A compreendem os incêndios em combustíveis sólidos em geral: papel, madeira, tecidos, fibras, etc., que quando queimam, deixam cinzas e brasas, queimam em superfície (combustão normal) e profundidade (combustão lenta). Para extinguirmos este tipo de incêndio usamos o agente extintor água pelo método de resfriamento e inundação, a fim de reduzir a temperatura do material em combustão.   

            Incêndios de Classe B

            São os incêndios em líquidos combustíveis comuns e inflamáveis, tais como: gasolina, óleos, querosene, álcool, tintas, etc., os quais quando queimam não deixam resíduos e queimam (combustão normal) unicamente em razão da superfície do combustível exposta. Exige para sua extinção o método de abafamento (retirada ou impedimento da alimentação do oxigênio na base do fogo).

           Incêndios de Classe C

           São os incêndios em equipamentos elétricos (Classe A ou B) com energia elétrica ligada e que oferecem risco de eletrocussão ao operador, por isso exigem para sua extinção um agente extintor não condutor de eletricidade.

           Incêndio de Classe D

           São os incêndios em metais pirofóricos (magnésio, selênio, antimônio, zircônio, lítio, cádmio, potássio, alumínio em pó, zinco, titânio, etc.), que exigem para sua extinção agentes extintores especiais, que se fundem em contato com o metal combustível formando uma capa que o isola do ar atmosférico interrompendo a combustão. Pós que têm por base os seguintes materiais: cloreto de sódio, cloreto de bário, mono fosfato de amônia ou grafite.

7. Pontos e Temperaturas dos Combustíveis

Pontos e Temperaturas dos Combustíveis

O emprego dos métodos de extinção já anunciados e estudados, vão depender também das características físicas e químicas dos materiais combustíveis envolvidos. No combate a Incêndio propriamente dito bem como na sua prevenção, quer para prevenir o seu início ou quer para evitar a propagação do fogo, devemos conhecer entre outras, as características e propriedades dos combustíveis, ou seja, os pontos e temperaturas dos combustíveis sejam sólidos, líquidos ou vaporizados, de como se comportam em relação ao calor (chama exposta e temperatura).
Observando-se o comportamento de um sólido combustível, em relação ao calor (chama exposta e temperatura) que ele recebe, podemos notar que o mesmo atravessa por três fases distintas em sua combustão.
A primeira se manifesta com a vaporização do sólido combustível o qual se incendiará, porém não haverá constância em suas chamas, que logo se apagarão; na segunda fase se apresenta logo em seguida, onde notamos a permanência das chamas; na terceira fase, distinguimos quando, mesmo não havendo o calor externo, os vapores combustíveis se incendiarão, apenas por entrarem em contato com o oxigênio do ar. Explicando estas três fases, dizemos que, cada qual se manifesta devido ao calor exercido no sólido combustível, que se queima três pontos e temperatura distintos:

a)- Ponto de Fulgor é a temperatura mínima necessária na qual um sólido combustível começa a desprender vapores, que se queimam em contato com uma fonte externa de calor (chama exposta) e não havendo contudo uma constância na chama o fogo se apaga devido a insuficiência de vapores para tal combustão;

b)- Ponto de Combustão é temperatura mínima necessária na qual há constância na queima dos vapores combustíveis desprendidos de um sólido combustível, pois estes em contato com uma fonte externa de calor (chama exposta) são suficientes para alimentarem a chama; e,

c)- Temperatura de Ignição é a temperatura mínima necessária, na qual os vapores combustíveis desprendidos de um sólido combustível entram em combustão mesmo não havendo a influência da fonte externa de calor, pois somente a presença do oxigênio do ar já é suficiente para tal.

Os combustíveis sólidos variam em seus pontos e temperaturas, e é através desta variação que estabelecemos medidas prevencionistas de combate a incêndio.

6. Aparelhos Extintores de Incêndio

Aparelhos Extintores de Incêndio

Considerações gerais:

Os extintores de incêndio são aparelhos, na maioria das vezes leva o nome do agente extintor que está contido dentro dele, para utilização imediata e rápida, muito necessários à proteção contra incêndio ainda no início do fogo (princípios de incêndio).
Existem aparelhos extintores de incêndio manuais ou portáteis e sobre rodas, especialmente construídos para extinção do incêndio ainda na fase de princípio de incêndio, em sua fase inicial. São fabricados em vários e diferentes tipos e tamanhos, segundo suas características, para uma ou mais classes de incêndio. Poderão ser apresentados com pressão interna, pressão injetada, etc.
Devem ser instalados em locais bem visíveis e de fácil acesso. Deve existir sinalização, aérea e de piso, de indicação e sempre desobstruído.

Principais Aparelhos Extintores de incêndio:

Aparelho Extintor de Carga Líquida

Este extintor é indicado unicamente para extinção de princípios de incêndio de Classe A, combustíveis sólidos. Apaga o fogo pelo método de resfriamento.

Aparelho Extintor de Espuma Mecânica

O extintor de espuma mecânica é indicado para princípios de incêndio em líquidos inflamáveis de classe B e por seu agente extintor ser à base de água, apaga também princípios de incêndio de classe A, combustíveis sólidos. Não é recomendado para princípios de incêndio em materiais energisados de classe C e nem para princípios de incêndio em metais pirofóricos de classe D.

Aparelho Extintor de Hidrocarbonetos Hallogenados

Todos os extintores de hallon são pressurizados. Podem ser indicados para combate a princípios de incêndio de classe A. São também ótimos aparelhos extintores para princípios de incêndios em líquidos inflamáveis de classe B e por não conduzirem eletricidade para princípios de incêndio em equipamentos elétrico com energia, de classe C. Não são recomendados para princípios de incêndio em metais combustíveis de classe D. Muito recomendado para uso e proteção em aviões e veículos.

Aparelho Extintor de Gás Carbono – CO2 – Dióxido de Carbono

Os extintores de dióxido de carbono apagam o fogo pela expulsão do oxigênio ambiente (método por abafamento). Não são recomendados para extinção de princípios de incêndio de classe A. O aparelho extintor é muito eficiente na extinção de princípios de incêndio de classe B, pois apaga pelo método de abafamento. O fato de o gás carbono não ser condutor de eletricidade, além de outras qualidades faz com que seja esse extintor preferido para princípios de incêndio em equipamentos elétricos de classe C.

Aparelho Extintor de Pó Químico

Os extintores de pó químico com carga de bicarbonato de sódio e bicarbonato de potássio são recomendados (método extinção química) para princípios de incêndio de classes B e C. Muito recomendado para uso e proteção em aviões e veículos.

5. Classificação dos Incêndios

Classificação dos Incêndios

Para facilitar os estudos de prevenção e combate a incêndios, adotamos a existência de quatro classes de incêndio: A, B, C e D.

Incêndios da Classe A

Os incêndios da Classe A compreendem os incêndios em combustíveis sólidos em geral: papel, madeira, tecidos, fibras, etc., que quando queimam, deixam cinzas e brasas, queimam em superfície (combustão normal) e profundidade (combustão lenta). Para extinguirmos este tipo de incêndio usamos o agente extintor água pelo método de resfriamento e inundação, a fim de reduzir a temperatura do material em combustão.

Incêndios da Classe B

São os incêndios em líquidos combustíveis comuns e inflamáveis, tais como: gasolina, óleos, querosene, álcool, tintas, etc., os quais quando queimam não deixam resíduos e queimam (combustão normal) unicamente em razão da superfície do combustível exposta. Exige para sua extinção o método de abafamento (retirada ou impedimento da alimentação do oxigênio na base do fogo).

Incêndios da Classe C

São os incêndios em equipamentos elétricos (Classe A ou B) com energia elétrica ligada e que oferecem risco de eletrocussão ao operador, por isso exigem para sua extinção um agente extintor não condutor de eletricidade.

Incêndio da Classe D

São os incêndios em metais pirofóricos (magnésio, selênio, antimônio, zircônio,
lítio, cádmio, potássio, alumínio em pó, zinco, titânio, etc.), que exigem para sua extinção agentes extintores especiais, que se fundem em contato com o metal combustível formando uma capa que o isola do ar atmosférico interrompendo a combustão. Pós que têm por base os seguintes materiais: cloreto de sódio, cloreto de bário, mono fosfato de amônia ou grafite.

1.2.3. Hallogenados

Hallogenados

Os hallogenados são gases ou líquidos que vaporizam rapidamente em contato com o fogo, devido a este fato, após o uso deixam pouco resíduos corrosivos ou abrasivos; são maus condutores de eletricidade; possuem uma alta densidade no estado líquido, o que permite seu armazenamento em depósitos compactos.

Na prevenção de incêndio, a maior utilização dos hallons é na área de equipamentos elétrico/eletrônicos, motores de navios, aeronaves, locais de difícil acesso e por motivo de limpeza.

Este agente extintor pode ser usado em todos os tipos de equipamentos de combate a incêndio: unidades extintoras, carretas, unidades estacionárias, engenhos e viaturas, e instalações fixas.

Tipos de Hallons utilizados: brometo de metila (hallon 1001), bromotrifluormetano (hallon 1301), bromoclorodifluormetano (hallon 1211), tetracloreto de carbono (hallon 104), clorobromometano (hallon 1011), dibromotetrafluormetano (hallon 2402).

A ação extintora do tetracloreto de carbono (hallon104) já era usado e conhecido desde os fins do século 19, entretanto era pouco utilizado devido o seu alto custo até que foi desenvolvido o processo de eletrólise da salmoura para obtenção do cloro, o que tornou mais viável economicamente a sua produção, quando passou a ser utilizado como agente extintor.

Os extintores de tetracloreto de carbono utilizados no começo do século eram operados com auxílio de bombas manuais para auxiliar na obtenção do jato. Com o advento da aeronáutica, os motores dos aviões representavam um risco de incêndio que exigia um sistema de proteção automático, compacto e eficiente, o que foi obtido por volta dos anos 20 com o emprego do tetracloreto de carbono. Posteriormente foi utilizado em equipamentos, contidos em bulbos de vidros tipo granadas, em aerosóis e em extintores manuais pressurizados. Entretanto, devido sua toxidez, sua utilização começou a ser combatida a partir da década de 60 até que em 1968 juntamente com os extintores de clorobromometano foram impossibilitados de uso por legislação americana.

O brometo de metila (hallon 1001) foi reconhecido no final da década de 20, como um agente superior ao tetracloreto de carbono para aplicação na aeronáutica. Em 1938, na Inglaterra foi adotada a utilização do brometo de metila nas instalações fixas de proteção dos motores dos aviões. No início dos anos 60, foi substituído pelo bromoclorodifluormetano (hallon 1211) nas aeronaves civis, entretanto, ainda é utilizado por alguns aviões militares. Na Alemanha, era utilizada tanto para aviões civis como militares, uma mistura de 50% de brometo de metila e dibromo de etileno, mistura altamente tóxica, o que fez com que o brometo de metila tivesse seu uso abandonado em 1941 e substituído pelo bromoclorometano (hallon 1011). O brometo de metila nunca teve grande utilização em extintores devido a sua toxidez.

O terceiro hallogenado a ganhar desenvolvimento foi o clorobromometano (hallon 1011), que tem um ponto de ebulição relativamente alto 66°C (151°F) por isso é mais recomendado para extintores que para instalações fixas. Foi desenvolvido na Alemanha entre 1939 e 1940 para substituir o altamente tóxico brometo de metila.

Em 1954, virtualmente todas as unidades da Força Aérea Americana tinham substituído os sistemas de proteção automáticos dos motores das aeronaves, de CO2 e de brometo de metila por sistemas de clorobromometano. Este agente foi utilizado pela aeronáutica americana em extintores portáteis e carretas até fins de 1973, quando começou a substituí-los por unidades semelhantes de bromoclorodifluormetano (hallon 1211).

Após a Segunda Guerra Mundial, o campo dos agentes extintores aumentou significantemente com o desenvolvimento da tecnologia do flúor, quando os agentes extintores hallogenados contendo flúor puderam ser obtidos e produzidos fácil e economicamente. O desenvolvimento destes produtos químicos como agentes de refrigeração, propelentes para aerosóis e como solventes industriais, facilitou a produção relativamente econômica dos bromofluorcarbonos que possuem excelentes qualidades extintoras e toxidez relativamente baixa.

Em 1947 a Purdue Esearch Foudation fez para o Exercito Americano uma avaliação sistemática de mais de 60 candidatos a agentes extintores substituídos do tetracloreto de carbono e do brometo de metila de metila. Desta pesquisa foram selecionados quatro agentes hallogenados, para avaliação futura no emprego específico de combate a incêndio:

a)- Bromotrifluormetano – hallon 1301
Este hallon foi selecionado em 1954, como o agente extintor menos tóxico e o segundo em eficiência extintora pelo Exército Americano para ser usado em extintores portáteis, para proteção dos motores de avião O mecanismo pelo qual o hallon 1301 extingue o fogo não é completamente conhecido, contudo, acredita-se que se trata de uma inibição físico-química da reação de combustão.

b)- Bromoclorodifluormetano – hallon 1211
O hallon 1211 inicialmente começou a ser utilizado na Europa para proteção de motores de aeronaves, posteriormente, nos anos de 60 passou a ter largo uso para extintores e sistemas fixos, tanto no mundo civil e militar. Entretanto, nos Estados Unidos só passou a ter bastante utilização após o ano de 1973, quando foi aprovado em testes de laboratório os primeiros extintores deste agente.

c)- Dibromotetrafluormetano – hallon 2402
Este hallon é utilizado principalmente na Itália e na Rússia para proteção de aeronaves, em sistemas fixos e em extintores manuais de incêndio.

d)- Dibromodifluormetano – hallon 1202
O hallon 1202 é um pouco mais eficiente que o hallon 1301, considerando-se por base o peso do agente, entretanto é o mais tóxico dos quatro hallons selecionados para combate a incêndio. Na atualidade este agente extintor está sendo abandonado.

Eficiência e Comparação

Comparativamente aos pós químicos, há um consenso geral de que o desempenho dos hallons 1301 e 1211 é equivalentes ao do pó químico seco bicarbonato de potássio.

4. Agentes Extintores de Incêndio

Agentes Extintores de Incêndio

São denominados agentes extintores de incêndio quaisquer produtos utilizados na extinção de princípios (até 1,0 m3 de fogo), pequenos (de 1,0 a 10,0 m3 de fogo), médios (de 10,0 a 100,0 m3 de fogo) e grandes incêndios (mais de 100,0 m3 de fogo).
Os agentes extintores de incêndio na prática são armazenados e utilizados por equipamentos e instalações de combate a incêndio, ou seja: unidades extintoras (extintores) ou carretas; unidades estacionárias; viaturas e engenhos de combate a incêndio; e, instalações fixas automáticas ou sob comando de combate a incêndio.

Agentes extintores à base de água – a água é a substância mais difundida na natureza, pois ¾ de nosso planeta e constituído de água salgada e doce. É o agente extintor de incêndio mais antigo e utilizado. Extinguimos os incêndios pelos métodos de resfriamento, abafamento, emulsificação e diluição. Empregamos também a água para extinguir incêndio: como água molhada; borrifo de água; névoa de água; e, vapor de água.

Espuma – a rigor a espuma seria mais uma das formas de aplicação de água, pois ela é constituída por um aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO2) formadas de películas de água. A espuma como agente extintor extingue o incêndio pelo método de abafamento.
Espuma Mecânica – pelo batimento (LGE – líquido gerador de espuma mecânica) e produção de uma película formada de espuma aquosa (AFFF ou Aqueous Film Forming Foam), para combustíveis líquidos polares e uma película formada de (LGE) espuma aquosa (FFFP ou Film Forming Fluor Protein Foam), para combustíveis líquidos apolares e fluxo carregado (à base de água aditivada com sal de metal de álcali como redutor de ponto de congelamento).
Os extintores portáteis do tipo AFFF e FFFP são indicados para uso em incêndios que envolvam líquidos inflamáveis polares e/ou apolares, devido a habilidade do agente extintor flutuar e selar/ocupar a superfície líquida do combustível inflamável, impossibilitando a entrada do O2 e consequentemente a reignição. Extintores portáteis de espuma mecânica não são satisfatórios para o uso onde a temperatura estiver abaixo do ponto de congelamento, o que raramente pode acontecer em nosso país.
Espuma Química – devido ao fato de as espumas mecânicas serem mais econômicas e mais fáceis de serem utilizadas na proteção e combate ao fogo, a espuma química é considerada hoje com obsoleta. A espuma química é obtida pela reação química entre as soluções aquosas de um sal alcalino, normalmente o bicarbonato de sódio (solução A) e um sal ácido, normalmente o sulfato de alumínio (solução B). Atualmente o principal emprego desta espuma é em unidades extintoras portáteis e carretas.

Dióxido de Carbono, CO2 ou Gás Carbono – vem sendo utilizado há muitos anos para extinção de incêndios em líquidos inflamáveis, gases e em equipamentos elétricos energizados. O gás carbono deve ser usado para extinção de incêndios especiais, onde é exigido um meio extintor não condutor de eletricidade ou que não deixe resíduo, ou que não tenha ação prejudicial sobre o equipamento elétrico/eletrônico ou sobre o pessoal.
O agente CO2 é recomendado para combater incêndios de Classe B – líquidos ou gases inflamáveis e incêndios de Classe C – combustíveis energizados/elétricos. Vantajoso, também, para proteção em áreas onde se processa comida, laboratórios e áreas de impressão. Não devem ser usados ao ar livre ou em áreas com correntes de ar, visto que o agente se dissipará rapidamente.

Substância química seca – O pó químico seco multiuso (á base de fosfato de amônia, bicarbonato de sódio e bicarbonato de potássio) é indicado para o uso em incêndios de Classe A – sólidos e fibrosos em geral, de Classe B – líquidos ou gases inflamáveis e de Classe C – combustíveis energizados/elétricos. O cloreto de sódio ou pó seco à base de cobre é muito utilizado em incêndios que envolvam metais combustíveis.

Substância química úmida – São agentes extintores à base de ácido cítrico ou lácteo que transformam o óleo de cozinha em uma substância saponácea, abafando o incêndio. São aplicados em sistemas de supressão de incêndio em cozinhas e em locais onde existam óleo de cozinha, gorduras e graxa.

Halogenados – Os agentes extintores halogenados são hidrocarbonetos que tiveram um ou mais átomos de hidrogênio substituídos por ótomos halógenos. Os halógenos mais comuns são: flúor, cloro, bromo e iodo. Não deixam resíduos após seu uso. Na prevenção de incêndio, a maior utilização dos hallons é na área de equipamentos elétricos/eletrônicos, motores de navios, motores de aviões, aeronaves, locais onde por motivos de difícil acesso e limpeza não são desejados resíduos após o uso do agente extintor. Os extintores portáteis de hallon 1211 são listados para incêndios de Classe A e B, comprovadamente são mais eficientes que os de CO2 para combate a incêndios de Classe C – combustíveis energizados/elétricos, porque têm um alcance maior (distância) e requerem uma menor concentração do agente extintor. Os de hallon 1301, por sua vez são utilizados na extinção de incêndios em superfície como os dos líquidos inflamáveis de Classe B e na maioria dos incêndios em combustíveis sólidos de Classe A, tão efetivos quanto os de CO2.
Importante: O hallon 1211 e o hallon 1301 estão incluídos como substâncias que agridem a natureza, agride a camada de ozônio, pelo Protocolo de Montreal, assinado em 16 de setembro de 1987. Como resultado, o seu uso é restrito na maioria dos países.

1.2.1. Minha Opinião

Minha opinião:
Venho até aquí para apresentar e discutir possíveis situações de proteção e combate a incêndios em UL experimentais avançados: estacionados, embarcados em taxiamento e embarcados voando. Bem, a aeronave mesmo toda carbonizada o seguro paga mas, e as vidas humanas! Todos hão de concordar comigo que uma aeronave experimental avançada possui carga de materiais, na sua totalidade de materiais combustíveis e incombustíveis: somatória de materiais estruturais de construção, materiais do sistema elétrico, materiais do sistema de propulsão, etc.etc. constituindo uma carga de incêndio enigmática e razoável. Quantas BTUs? Temos que concordar é claro, que entre uma aeronave e outra, entre uma montadora de aeronaves e outra, essa constituição de materiais combustíveis (sólidos, líquidos e vaporizados) difere muito entre uma e outra aeronave, difere muito a carga de incêndio entre elas. O fabricante não deveria dimensionar a carga de incêndio em BTUs de cada aeronave? Pelo que sei, só temos informações da quantidade de avgás, gasolina, álcool e até óleo diesel que está armazenado no ou nos tanques da aeronave! Como podemos prever a quantidade de Agente Extintor, quais Tipos, o mais Viável tecnicamente, como lançamos, nos casos de princípios de incêndio e incêndio? Como saber a carga de incêndio de cada aeronave?. Ou UL não queima! Se o princípio de incêndio for e se propagar no cok pit, na motoração da aeronave, estacionada, taxiando, voando, como podemos combater e extinguir esta combustão? Princípio de Incêndio, Incêndio? Ou nunca tivemos conhecimento de fogo em UL! Estacionada, taxiando, voando? Temos estatísticas? Que tipos de agente extintor seria o ideal para combatermos princípios de incêndio ou incêndio em aeronaves? Que tipo e qual a quantidade de agente extintor que a aeronave deve estar equipada? Ou não deve estar equipada? Que tipo de gases poderão ser emanados nestas combustões? Gases asfixiantes? Gases tóxicos? Que equipamentos de proteção respiratória devemos ter para nos protegermos? Qual a orientação do fabricante da aeronave! Diante essas dúvidas e falta de informações, sugiro: – Que debatemos o assunto; – Uma banca ou equipe técnica e pesquisadora, de prevenção e combate a incêndio em UL experimentais avançados, para estudar um sistema de prevenção e combate a princípios de incêndios e incêndios, para conceituar, definir e informar algumas regras para serem aplicadas; e, – Que seja divulgado um Programa de Aprendizado de Prevenção e Combate a Incêndio em aeronaves UL, como os já lançados na seção de vídeos no quadro Segurança de Vôo no site da ABUL. Torquete/Americana/Tupã-SP

3. Métodos de Extinção de Fogo

Métodos de Extinção de Fogo

Conhecido o triângulo, o fogo só existirá quando estiverem presentes os três elementos básicos e essenciais do fogo. Calcado neste conhecimento é que se determinam os métodos modernos de combate ao fogo. Portanto para extinguir o fogo, basta  desfazer o triângulo (combustível, Oxigênio e Calor), isto é, retirar um dos seus lados, logo extinguiremos o fogo.

Foi acrescentado um quarto método, conseqüente da evolução dos estudos neste campo, extinção química do fogo:

1. Retirada do material, quando se retira o combustível;
2. Abafamento, quando se retira o oxigênio;
3. Resfriamento, quando se retira o calor; e,
4. Extinção química, quanto se interfere na Reação em Cadeia do fogo através do lançamento dos agentes extintores de hallon e de Pó Químico Seco.

Primeiro Método – Retirada do Material Combustível, é o método de extinção mais simples na sua realização, pois, é executado com a força física e com os meios de fortuna, não exige aparelhos especializados, consiste na retirada, diminuição ou interrupção com suficiente margem de segurança no campo de propagação do fogo. Como por exemplo, do emprego deste tipo de extinção em combustíveis sólidos, citamos o aceiro praticado nos casos de incêndios, em matas, facultando seu domínio. Tipo de extinção em líquidos e gases citamos o fechamento de registros de paragem de fluxo. As donas de casas são bombeiras e não sabem: quando apaga o fogo do fogão fecho o registro de vazão médio e alto, apagando o fogo pela retirada do combustível líquido ou de gasoso do fogo.

Segundo Método – Abafamento ou Retirada do Oxigênio. O Abafamento ou controle do comburente é dos métodos de extinção mais difíceis, pois, a não ser em pequenos incêndios, podem ser abafados com tampas de vasilhas, panos, cobertores, espumação químicas, espumação mecânica, etc.

Terceiro Método – Resfriamento. O Resfriamento é o processo de absorção e o controle do calor, é o método de extinção mais usado. Consiste em roubar calor do material incendiado. O agente extintor mais usado para combater incêndios por resfriamento é a água. A água alem de existir em abundância na natureza e usada pelos bombeiros e tem a maior capacidade de absorção de calor.

Quarto Método – Extinção Química.   No plano didático, o triângulo do fogo e os três métodos de extinção de incêndio já vistos, ainda que consideremos o básico no ensino preliminar de Prevenção e Combate a Incêndio, verificamos o fenômeno da combustão do fogo e a importância da Reação em Cadeia, processo químico e físico, contínuo e progressivo do fogo, onde concluímos ser o quarto elemento de extinção de incêndio. Atualmente agentes extintores modernos (hallogenados, pós químicos, etc.) têm ação extintora efetiva, pois a extinção se faz agindo na área desse novo método de extinção, como extinção química, uma ação extintora química. A ação altamente eficiente na extinção de incêndio, com alto fator de inibição do fogo com determinados agentes extintores, produzidos por compostos hallogenados e sais alcalinos, nunca foi exatamente explicado pela ação e método de abafamento, quer através da ação física de cobertura do próprio agente ou pelos produtos resultantes de sua combustão (como no caso do bicarbonato de sódio). Assim chegamos a conclusão de que a única teoria capaz de explicar a ação dos referidos agentes é a extinção de natureza química. Portanto, a eficiência dos agentes extintores hallogenados e dos sais alcalinos só é aplicada através de uma reação química desses agentes com os produtos intermediários e derivados da cadeia de reação da combustão (radicais ativos e livres). Esta reação química na cadeia de combustão interrompe e revoluciona a reação em cadeia do fogo e consequentemente, fazendo cessar a combustão química, apagando o fogo.

1.2.2. Incêndios em Aeronaves

Incêndios em Aeronaves

Aspectos Gerais:
O objetivo principal e básico de um Comandante de Aeronave na área prevencionista de combate ao incêndio, na eventualidade de um princípio de incêndio ou incêndio em aeronave, é o combate ao  incêndio através de uma ou mais unidades extintoras adequadas (agentes extintores de hallon ou pó químico), extinguindo o fogo e salvando pessoas e objetos.
O controle do sinistro só é conseguido, através do emprego técnico e tático operacional adequado  através dos meios extintores de incêndio e equipamentos disponíveis de combate a princípios, médios e grandes incêndios. O sucesso da operação de extinção pode ser determinada pela técnica e tática correta de aproximação na área ou aeronave sinistrada.

Aspectos Legais
Tendo em vista o crescimento constante da aviação em geral, principalmente aeronaves ultraleves, e com as empresas montadoras se aprimorando cada vez mais pela quantidade e qualidade, há necessidade de se tomar uma série de providências no sentido de se evitar tais acidentes com aeronaves, e caso venham acontecer, minimizar suas conseqüências.
Há necessidade do piloto, comandante da aeronave, ter os mínimos conhecimentos de como operar as unidades extintoras de incêndio em casos de fogo. Conhecer e saber operar a unidade extintora de incêndio que a aeronave está equipada.
Sempre que for recarregar a unidade extintora de sua aeronave, procure exercitar e testar a unidade extintora. Realizar um exercício prático usando-o operacionalmente.

1.3.1. curiosidade / água molhada

Você sabe o que é água molhada?
Água molhada é o agente extintor de incêndio água que os bombeiros usam para apagar o fogo misturada com um saponáceo neutro para quebrar a tenção superficial da água, ou seja, a água penetra melhor nos combustíveis, tipo algodão, madeira, tecidos , etc. É como se nós lavássemos a mão sem usar o sabonete pois,  a água sozinha não retira gorduras, graxas,  óleos, sujeira em geral. É necessário adicionarmos um sabão para que a água retire bem melhor a sujeira que está encrustada em nossas mãos.